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Qual a sua opinião sobre a publicidade no Facebook?

9 mar

O Facebook é a rede social do momento e como muitos já devem ter percebidos um ambiente muito atrativo para marcas. Estou fazendo uma pesquisa acadêmica sobre o assunto e o que eu quero saber é exatamente o que o título pede. O que vocês acham dessa publicidade? É excessiva? É boa?

Finite Incantatem

17 dez

A foto antiga aonde você aparece ainda um menino, com seu braço no meu ombro – aquela onde exibo um sorriso que retrata uma boa dose de constrangimento – me encara todo dia enquanto eu tento continuar. Aquele livro de soluções, o vermelho, onde você marcou a página com bilhete cheio de desenhos bobos e corações tortos. Os filmes de terror que vejo com outras pessoas, os lugares onde já estivemos e os cortes de cabelo iguais ao seu. São essas, entre milhões de outras, as coisas que não me ajudam a te esquecer.

E embora eu me esforce, os números de detalhes continuam se espalhando, como em uma reação em cadeia. Todas essas coisas estúpidas fazem com que eu pense está tudo bem, que a semana vai passar e vamos nos ver como antigamente, vamos conversar, você vai me encarar com aquele olhar de afeição. Até que lembro que não vivemos em mundo perfeito.

Deixamos do ser nós, e mesmo com essa sensação de “ainda te amo”, nada me dá mais certeza do fim, do que te encontrar. E essa é, com certeza, a ironia de tudo isso: você é a única coisa que me ajuda a te esquecer. Fico assustada por não encontrar em você se quer uma sombra daquilo que vejo em minhas memórias.

Apenas..

2 nov

Não me conte sobre o seu dia, eu realmente não quero ouvir nada sobre ele. Até onde sei, você perdeu esse direito da primeira e única vez que me mandou embora da sua vida. Jurei a você que aquele era o fim, e estou me partindo em milhões de pedaços porque não posso aceitar quebrar o que disse, não dessa vez.

Eu continuo te amando se é mesmo isso que quer saber, mas eu não quero ter que ouvir seus problemas, não quero te dar conselhos, nem escutar as meias verdades que até então sempre me contasses com o pretexto de não me machucar.

Apenas te quero longe. O mais distante possível, mas parece que você não se importa não é mesmo? Se eu te pedir pra ir agora, deixar o meu coração na fragmentação atual e apenas seguir em frente, sem precisar de nada vindo de mim, você faria? Aposto que não! E não entendo seu egoísmo, assim como você finge não entender quando mudo de assunto ou falo que esqueci de algo só porque quero um motivo justo para ir embora.

Já podemos nos despedir agora?

Eu não me sinto pronta, mas tenho quase certeza que se não for agora ficarei aqui pra sempre.

Quarta.

25 out

Escuto um som alto vindo de algum lugar, ele parece estar dentro da minha mente, bato no meu despertador que para imediatamente e em seguida, fico deitada até perceber que dia é hoje, quarta feira, eu sempre amo as quartas, espero por elas a semana inteira, quarta é dia de te ver.

Faço tudo que preciso fazer no piloto automático, e assim vou levando até que chega o fim de tarde e você vem caminhando na minha direção, aprecio ao longe seu andar estranho, seus fones no ouvido, o sorriso quase obsceno que mesmo a metros de distância consegue me extasiar.

Você senta do meu lado e me abraça apertado, ficamos ali, as laterais dos nossos corpos se encontrando, enquanto você desliza a mão no meu cabelo com um afeto que me assusta, porque gestos assim me fazem pensar que você já me superou, e eu não estou pronta pra isso.

Você faz uma piada sobre a cor do meu esmalte, eu reclamo do seu corte de cabelo, brigamos pelos nossos times, mesmo que você insista em dizer que o meu nem sequer é um rival. O tempo passa e o resto do mundo, a parte que eu sempre esqueço quando é dia de te ver, lateja do outro lado reclamando por nossas ausências, então nos despedimos com um abraço apertado que me dá a chance de sentir mais o seu perfume amadeirado. Perfume que sempre me serve de referência para definir como o cheiro de um homem deve ser. Sua mão percorre as minhas costas, sua boca beija meu rosto e por fim você se vai. Eu apenas fico olhando suas costas, até que você desapareça e eu possa partir também.

Vou embora contando os dias para o nosso próximo encontro casualmente programado.

Estranhos.

19 out

        É sábado à noite, saio com essas pessoas não tão legais só porque não tenho nada melhor pra fazer, vou àquela festa ainda menos legal, mas fica perto da sua casa e talvez, com um pouco de sorte, você passe por lá. Mas você não passa. Então fico a festa toda com aquela pontada estranha no peito toda vez que alguém passa pela porta, até que é a minha vez de fazer o mesmo, só que no sentido contrário.

       Volto pra casa chateada por não ter te visto, chateada por não ter aproveitado a festa, chateada por ter saído de casa, pelo visto nada ia me satisfazer mesmo. Estou pronta pra dormir quando meu telefone toca e seu nome aparece na tela junto com uma foto onde você exibe uma língua enorme que sempre me traz lembranças.

         Atendo como se meu telefone fosse um daqueles telefones públicos, como se eu não soubesse quem era, como se não fosse pra mim. Você me chama de linda, pergunta como eu estou, diz que sente minha falta, mas fala de uma forma tão trivial que eu não consigo entender do que exatamente você sente falta. Será que nos tornamos apenas estranhos?

         Pergunto sobre o seu dia, você fala sobre a faculdade, o trabalho. Mas, sabe muito bem que não é disso que quero saber. Ficamos sem assunto então eu comento sobre a festa. Você responde que sabia, mas não dá muita bola. Fico chateada pelo seu desinteresse e te digo que preciso desligar. E como se tivesse sentido que eu precisava justamente disso pergunta se posso sair qualquer dia, tomar uma cerveja. Digo que sim, mas sei que isso não vai acontecer, no minuto em que desligarmos você vai voltar pra ela, eu vou voltar pra mim e permaneceremos assim até que algo estranho faça você me ligar outra vez.

           Ficamos calados um tempo, ouvindo apenas o nada. Você se despede me chamando de algo, que só você tem permissão de chamar, somos então estranhos conhecidos.  Fico sentada na cama imaginando que você está ao meu lado e que diz repetidamente a mesma coisa, fecho meus olhos e durmo. Com sorte vou sonhar com você e com um tempo que eramos bem mais.

Hello world!

26 dez

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Versões.

28 nov

     Era fim de tarde e eu voltava do trabalho, meu carro, bem como outras coisas da minha vida, estava ruim. Então, aceitei a carona de uma colega de trabalho até o ponto de ônibus mais próximo. Na parada haviam alguns casais e um senhor, fora isso todo resto era escuridão e vazio. fechei os olhos e lembrei de um tempo – agora distante psicologicamente – onde eu fazia parte daquele seleto grupo de pessoas bobas e apaixonadas.

Assim que o ônibus chegou embarquei, sentei bem na frente numa cadeira individual, sempre as preferi – afinal você nunca sabe quem pode sentar-se ao seu lado – pensei no trabalho, mas não consigo agora lembrar sobre o que especificamente estava pensando, pois segundos depois tudo fora varrido da minha mente. Eu sabia que podia encontrá-lo ali, na verdade vê-lo mesmo que de longe era um dos pontos mais altos do meu dia, mas aquele não era mesmo um dia bom. Ele não estava sozinho, sua mão branca segurava outra, seu sorriso encantava outro par de olhos. Eu quis descer daquele ônibus e fazer algo ruim contra ela, eu quis tirar ele dali e repreende-lo como se faria com uma criança desobediente.

Rezei pra ele não me visse, mas eu também não pude fechar a janela, fiquei ali olhando pra frente fingindo que não via nada, mas cada músculo do meu corpo agia de forma contrária. O motorista ligou o ônibus novamente, e quando eu pensei que poderia respirar a vontade ela entrou no ônibus. Eu e ele a observamos, ele parecia admirado e eu sentia exatamente o oposto. Assim que ela passou por mim, olhei pra ele outra vez, dessa vez ele me viu. Seu aspecto mudou bruscamente, assentiu com a cabeça pra mim de forma cordial, eu retribui mesmo sentido como aquilo me machucava.

O ônibus partiu e eu fui pra casa rezando pra que no outro dia eu já o odiasse. Vê-lo com outra não era exatamente o problema, mas vê-lo ali com essa outra era uma afronta, eu me via nela, ela era agora quem eu costumava ser mas numa outra versão.